18 de nov. de 2012

SINA


Quantas vezes supor
Amar “infinitamente”,
Tantas vezes fracassar
É sina, meu coração...
Cansa proteger-se das paixões,
Cansa entregar a alma,
Deixar aberta a porta!
Quão bom seria gastar
O cálice dos sentidos
Em tons de carnaval,
Sambar sobre o afeto e esquecer
Que o desejo corre a avenida
Sem pesar quarta feira de cinzas!
Quantas vezes supor,
Amar “perdidamente” o amor
Do outro, que nem notou
É sina, meu coração...
Finar-se  e renascer de ilusão!

[Juliana Brito Rodrigues, em 18.11.2012]