23 de jul. de 2012

MORRENDO DO QUE NÃO VIVI

Se eu morrer de saudade,
Que seja do teu beijo
Néctar agridoce, que não provei...
Do beijo que tanto sonhei, busquei e não encontrei!

Se eu morrer de desejo,
Que seja do teu amor
Sabor do pecado, que não gozei...
Do amor que tanto almejei, aspirei e não realizei!

Utopia, o beijo-brisa dos teus lábios macios.
Fantasia, o mel picante do teu corpo nu.
Deixa-me só, pra rever a lenda de tudo o que não senti de ti...

Se eu morrer, que seja depois da madrugada...
Que traz pra mim o imaginário de tudo o que eu queria...
Deixa-me fria, pra morrer do beijo e gozo que não vivi...que não vivi.

[Juliana Brito Rodrigues, em 30.09.2006]

2 comentários:

  1. Poeta, já sabe que fico toda envaidecida quando você comenta. Graças a sua cobrança o blog finalmente saiu... não estou disciplinada ainda, mas resgatar as palavras que vagueiam em mim na forma de poesia é fantástico, obrigada de coração!

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