15 de set. de 2012

Incrível descartabilidade de sentimentos...


Como acreditar nas “juras de amor” dessa tal modernidade? Um dia se amam, se completam, impossível viver um sem a companhia do outro, definitivamente um não vive sem o outro. No dia seguinte aquela paixão ardente já deixou de existir a alguns séculos, se tornou exaustiva há algum tempo, sufocante.

Não, não são hipérboles... É a mais pura verdade sobre a “descartabilidade” dos sentimentos. Quem hoje ama, quer bem e não vive sem, amanhã é de ninguém ou já passou a ser de outro alguém.

Apesar da beleza da rima no casamento das palavras da frase acima, a hipótese de se sentir como copo descartável, que mata a sede, mas logo deixa de ser útil e vira lixo, não pode ser o modo mais coerente de se relacionar. A praticidade do descarte não pode interessar àqueles que verdadeiramente sentem. 

Mesmo em tempos absurdamente modernos e virtualizados, os sentimentos não são negócios.
Ou você sente, ou não sente. Ou você ama, ou não ama... E até amar requer longa prática!

[Juliana Brito Rodrigues, em 15.09.2012]

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