27 de set. de 2012

VESTIDO ESPERANÇA


Mal decifrava a sensação
Da imagem refletida no espelho,
Estranho brilho nos olhos vultosos
Perdida entre pincéis e maquiagem.
Percebeu-se encantada mais uma vez,
E sua vaidade romântica agora tinha alvo certo.
Sim, estava novamente apaixonada
E paixão, para ela, era como um vício, uma droga!
Estava submersa em lembranças abstratas,
Sentindo o gosto do que não havia vivido?
Não, não sabia se realmente era utopia!
Não, ela não tinha certeza se desconhecia o sabor...
Mais uma vez se imaginou num conto de fadas,
Prestes a envolver seus pés em magia,
Dividida entre saltos e sapatilhas,
Vestida de pálida esperança e timidez
Saiu com vontade de dedicar amor a alguém!


[Juliana Brito Rodrigues, em 14.09.2012]


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